sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Aprendendo

Sofrimentos nascem de limites. Toda vez que precisamos lidar com tudo o que não podemos é natural que sejamos acometidos por sofrimentos.

Limite é fronteira. Fronteiras podem representar o fim, como também o início. Tudo depende de como a fronteira é vista por nós.

Dizem que no interior do Amapá, no limite extremo do país, havia um homem pescando em uma pequena canos, quando foi avistado por alguns homens que estavam em outro barco, que lhe perguntaram: 'É aqui que o Brasil termina' (interrogação). E ele respondeu: 'Não, é aqui que o Brasil começa'!

As perspectivas eram diferentes. O lugar apontado por alguns como fim, para outros era apenas o início. Isso é fronteira.

É a experiência do limite como fronteira.

A vida é constante experiência de limites, de fronteiras. Estamos em mudança constante. Passagens que realizamos todos os dias.

São portas que se fecham, outras que se abrem. Pessoas que se vão, pessoas que chegam. Assim como as oportunidades.

O importante é não transformarmos as passagens em realidades definitivas, e sim perceber que a vida segue movimento natural que nos encaminha sempre. E assim, precisamos aprender a lidar com as fronteiras, com os limites.

Olhar para o que não podemos e permanecer nisso é prender-nos ao maior de todos os limites.

Somos frágeis, vulneráveis e sabemos disso. Temos um limite que nos marca, mas este limite não pode nos determinar. Ele pode nos servir como sinal para as mudanças que dele nascem. Recomeço diário! Dormir noite e acordar sol, brilhante e cheio de energia!

Uma vez apreendido como impulso positivo para a vida, o limite perde o seu caráter definitivo e tão destruidor. É dessa forma que podemos minimizar os efeitos dos sofrimentos que nascem de nossos limites.

Nenhum comentário: