Não tenho nada que me prove a existência de Deus,
mas mesmo assim Ele continua sendo
o absoluto dos meus dias.
Nunca choveu maná no quintal de minha casa
e a imagem que tenho da Virgem Maria
nunca derramou uma lágrima.
O que tenho aqui é esta mão machucada,
este dedo sangrando,
este nó na garganta,
este humando desconsolo,
esta dor,
esta cor
e este olhar desconcertante de Deus,
deixando-me sem jeito
ao dizer que me ama.
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